7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Os saloios foram à cidade

Adoro Lisboa.

Nasci e vivi em Lisboa até aos meus 23 anos, altura em que saí para ir morar com o Raminhos na casa que alugámos a uns amigos no Samouco, perto do Montijo. Passados três anos a fazer, diariamente, a Ponte Vasco da Gama cansámos-nos e regressámos a Lisboa. E foi então que percebemos que era um amor que funcionaria bem melhor vivido à distância.

Primeiro assentámos arraiais em Mafra (tinha a Maria Rita 4 meses) e depois na Ericeira, onde adoro viver. Gostamos de nos sentir perto de Lisboa e de ir lá de vez em quando. E gostamos de a ir apresentando às miúdas, sempre que temos essa oportunidade porque é uma cidade linda. Linda.

Foi o que aconteceu no sábado passado.

Almoçámos no Jamie´s Italian, espaço que estávamos para conhecer há meses!

O restaurante aposta num bom menu infantil, com uma apresentação atractiva para os mais pequenos. Oferece um espaço acolhedor – lá fora há um terraço simpático – e nos serve boa comida italiana.

 

Para nós pedimos linguine com camarões e uma super salada de quinoa que estava fantástica.

Terminámos da melhor maneira possível, com o incrível brownie, acompanhado de uma bola de gelado de caramelo salgado e pipocas caramelizadas (há em tamanho mini para as crianças)

 

 

Com o estômago a sorrir, atravessámos a estrada em direcção às sombras do jardim do Príncipe Real. Elas andaram de baloiço e visitámos o Reservatório de Água da Patriarcal, que fica ali mesmo, debaixo dos nossos pés. Tudo numa tentativa de lhes mostrar sítios que não conheciam ao mesmo tempo que fugíamos ao calor…

Descemos depois a pé, em direcção ao Camões – parámos no Miradouro de São Pedro de Alcântara para lhes apontarmos o Castelo de São Jorge, a Avenida da Liberdade e tudo o que a vista alcança e seguimos para a Rua Garrett.

A mais pequenina ia comentando o barulho que se ouvia na rua e as mais velhas queixavam-se das pernas e pediam colo… típico!

Assim, para o regresso, negociámos um mini-passeio por Lisboa com um condutor de tuk-tuk, desde que terminasse no Príncipe Real (onde deixámos o carro). E assim demos por nós a subir e a descer ruas estreitas de Lisboa, a passar pelo Martim Moniz e a parar no Miradouro da Graça.

As miúdas estavam doidas com a experiência – confesso que até a mim me soube pela vida. A Maria Leonor ia dizendo “boa tarde” a todas as pessoas com quem nos cruzávamos e eu pensava para comigo “bendita vida de aldeia!”.

Foi um domingo bom.

 

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