7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Polónia, doce Polónia (parte II – Cracóvia)

Depois de conhecermos Varsóvia, conforme partilhei aqui, chegámos a Cracóvia.

E, apesar do dia cinzento, foi um caso de amor à primeira vista: a cidade apresenta-se ao mesmo tempo imponente mas frágil, majestosa mas de uma beleza simples. Contrastes que a tornam única.  

 

~~ DIA 2 ~~

Depois de deixarmos as malas no apartamento – e de vestirmos mais uma camisola porque a temperatura estava bem mais baixa – saímos para a rua, em direcção ao Castelo de Wawel, nosso vizinho. Mas não entrámos porque, estando ali mesmo ao lado, poderíamos visitar noutra altura.

Há horas que não comíamos e essa era a prioridade. Um dos restaurantes que nos tinham recomendado ficava longe do local onde nos encontrávamos e por isso decidimos procurar no Trip Advisor um que tivesse comida tradicional polaca e que fosse perto. Apareceu-nos o “Starka” (com uma classificação de 4,5) no Bairro Judeu, a apenas 10 minutos a caminhar.

Foi uma excelente experiência gastronómica.

   

  

 

 

 

 

 

Sabem aquele conceito de “confort food”? É ali mesmo. Come-se muito muito bem e tudo parece ter sido feito pelas nossas mães (pelo menos a nossa cozinha bem!).

Pedimos os famosos piorigis para entrada, e com eles veio um cesto de pão muito fofinho com um patê que sabia a marisco. Pedimos ainda um goulash, uma sopa de beterraba (que não me seduziu por aí além) e dois pratos diferentes de carne, ambos acompanhados por puré de legumes, legumes salteados e batatas assadas no forno.

Estava tudo uma delícia, mas tenho de destacar o sabor único daquele goulash, tão tão bom. São pedaços de carne de vaca estufados com batatas e tomates que vêm, cheios de molho, num pão alto com uma espécie de tampa. Come-se o interior com uma colher e, por fim, corta-se o pão aos pedaços (que são crocantes na côdea e vêm cheios de molhinho por dentro) e continua-se a comer… até tudo ter desaparecido da nossa frente.

Depois deste almoço tão reconfortante, pelo qual pagámos cerca de 55 euros (já com bebidas incluídas), regressámos à Stare Miasto, a cidade velha de Cracóvia (deixámos o Bairro Judeu para depois, porque nos fazia sentido começar pelo coração da cidade).

  

A partir do Seminário Maior da Arquidiocese de Cracóvia, onde estudou Karol Voytila (o Papa João Paulo II),  atravessámos o Parque Planty, um dos maiores da Europa.

Tem cerca de 8 km, ao longo dos quais se formam vários jardins, que rodeiam a cidade velha. E, nesta altura do ano, o chão está repleto de folhas de todas as cores e as árvores altas parecem tocar uma música muito própria, ao sabor do vento.

É um espaço muito agradável, que transmite uma paz fantástica – por ser perto do nosso apartamento, atravessámos várias vezes, de dia e de noite, e nunca nos sentimos inseguras.

Chegámos à Rynek Glówny, a Praça do Mercado!

Além de ser linda – mas linda mesmo! – esta praça é enorme, sendo “só” a maior praça medieval da Europa, com cerca de 40 mil metros quadrados!

Ao longo dos séculos, recebeu comerciantes chegados de diferentes partes do mundo e todo o tipo de acontecimentos, desde celebrações a execuções públicas. Durante a ocupação Nazi, até foi baptizada de “Adolf Hitler Platz”, recuperando depois o seu nome original.

 

  

Dada a sua dimensão, é possível ficar horas a olhar para os seus edifícios e encontrar novos pontos de interesse.

Estávamos mais ou menos nesta “contemplação” quando, sem estar previsto, nos juntámos a uma free walking tour que estava prestes a começar ali mesmo, junto à Basílica de Santa Maria – a igreja em tijolo com duas torres diferentes e onde, a todas as horas certas, é possível ouvir a melodia “Hejnal”, tocada por um trompetista que vem a uma das janelas da torre mais alta. E, acreditem, por muitas centenas de pessoas que possam estar na praça, quando a música começa faz-se silêncio.

Foi uma boa ideia termos feito esta tour. 

O nosso guia, o Bart, foi fantástico. Contava tudo de uma forma tão entusiasta que parecia ter estado presente em todos aqueles momentos históricos.

Em duas horas e meia percorremos toda a cidade velha e apreendemos uma série de factos históricos e curiosidades que, de outra forma, nos escapariam com maior facilidade. Por exemplo, ficámos a saber que as torres da basílica são diferentes porque foram construídas por dois irmãos (numa rivalidade que terminou com um a matar o outro).

    

  

Da Praça, caminhámos até à entrada principal da muralha e percebemos que a estratégia de defesa da cidade teve de se ir ajustando às novas formas de ataque levadas a cabo pelos inimigos. Visitámos a Universidade de Cracóvia, uma das mais antigas do mundo, com cerca de 600 anos e onde estudou Copérnico. E fomos percebendo que na maioria dos edifícios da cidade velha – apesar de baixos e relativamente estreitos – funcionam uma série de faculdades, como a de História, a de Direito ou de Economia.

Terminámos a visita no castelo de Wawel e ouvimos contar a lenda do dragão, que nos brindou cuspindo o seu fogo verdadeiro…

Nessa noite, jantámos na cidade velha, pertinho de casa, num italiano (porque nos apetecia lasanha, vá-se lá saber porquê!). A pizza (de scamorza, arandos e chorizo) era boa; a carbonara era aceitável, já a lasanha era muito básica. Não há forma de me lembrar do nome – e gostava, para que não fossem lá – mas fica muito perto da bonita igreja de São Pedro e São Paulo.

 

~~DIA 3 ~~

A manhã de sábado foi passada em Auschwitz.

A visita aos campos de concentração de Auschwitz e Auschwitz-Birkenau foi tão intensa e tão única que escrevi aqui sobre ela, mesmo antes de escrever estes roteiros. Sobretudo porque precisava de exteriorizar aquilo que me ficou no peito.

Muito respeito por aquele lugar, pelo que lá aconteceu – e nunca deveria ter acontecido – e pelos milhares e milhares de pessoas que lá morreram em condições macabras (e pelos que sobreviveram, tendo em parte morrido ali).

Quando regressámos, ao início da tarde, decidimos seguir directas para o Kazimierz, o Bairro Judeu. Não por termos estado de manhã em Auschwitz, mas porque tínhamos ido lá almoçar na véspera, ao “Starka”, mas sem percorrer as ruas. E é um ponto de visita incontornável.

   

Esta zona da cidade foi das mais afectadas com a invasão nazi e demorou muitos anos a recuperar das marcas de guerra. Só depois da gravação do filme “A Lista de Schindler”, neste local, em 1993, é que começou a erguer-se.

“Ariel”, restaurante que aparece numa das cenas d’ “A Lista de Schindler”

Hoje, é das zonas mais populares de Cracóvia, seja para viver, beber um copo ou jantar num dos restaurantes kosher. Um sítio cada vez mais in, o que se percebe rapidamente: as ruas estão cheias de gente, há galerias de arte “fora da caixa” e lojas bem giras – mais uma vez, estas três gajas abdicaram das compras para conhecerem mais da cidade.

Andávamos por ali satisfeitas mas começou a chover e a anoitecer muito rapidamente. Estava cada vez mais frio e escuro e decidimos, de improviso, apanhar um tuk-tuk. Negociámos o valor com a rapariga e a viagem de 50 minutos ficou-nos por cerca de 35 euros no total (em vez dos habituais 60).

Foi o melhor que fizemos, porque desta forma, no quentinho da carripana toda fechada e com aquecimento a bombar lá dentro, ficámos a conhecer melhor a história daquela parte da cidade, com mais detalhes.

Visitámos as igrejas católicas – que existem em maior número, apesar de estarmos no bairro judeu – e as sinagogas, de aspecto simples, mas carregadas de história e simbolismo.

Passámos por alguns locais onde foi gravado o filme, como o restaurante “Ariel”, um dos mais antigos do Kazimierz, onde é possível provar todo o tipo de pratos kosher. Não jantámos lá porque já tínhamos outra ideia em mente, e porque é bastante caro. No entanto, se quiserem provar comida judia, não faltam sítios mais baratos e bons.

 

 

Regressámos à cidade velha.

Passámos por uma feira de artesanato numa praceta, com barraquinhas de comida, mas achámos pouco simpático, depois de um dia tão intenso e cansativo, estar a comer à chuva e ao frio.

Neste dia, achámos que precisávamos de mandar embora aquela nuvem negra que nos acompanhou desde Auschwitz. Decidimos ir a um bar polaco que nos recomendaram, o “C K Browar”.

Bem ao estilo Oktoberfest, a cervejaria tem um ar informal, confortável e na maior parte das mesas há tubos com metros de cerveja, e uma lista onde há de tudo, principalmente se for com carne…

 

Pedimos uma tábua que trazia os famosos schnitzel (os nossos panados, mas mais fininhos), um pedaço de perna de porco assada no forno e entrecosto grelhado, acompanhado de batatas fritas e uma salada de couve que demorámos a provar (porque o aspecto era estranho) e que se revelou a surpresa da noite: uma espécie de couve-coração estufada, mas com um molho cremoso e pequenos pedaços de carne de porco super tenros e saborosos.

Fizemos uma prova de cervejas, primeiro, e uma de vodkas, depois. Escusado será dizer que nessa noite falámos ainda mais do que nos dias anteriores!

Duas horas mais tarde, achámos que ainda era cedo para regressar ao apartamento e, nas nossas notas, estava a tarte de maçã do “Nowa Provyncjya” que, coincidência das coincidências, não ficava longe…

Foi só a melhor tarte de maçã que eu já comi na vida. Maravilhosa e quentinha, com uma camada de bolo fofinho na base, outra, generosa, de puré de maçã, outra de merengue e uma última com uma espécie de crème fraiche frio por cima.

Pedimos ainda uma fatia de tarte de limão merengada, que também estava divinal e, claro, mais duas vodkas (uma de frutos do bosque e outra de arandos). A Joana pediu chocolate quente, mas a Sara obrigou-a a beber com “um cheirinho”. Só para não fazer misturas…

 

~~ DIA 4 ~~

Acordámos bem cedo, porque tínhamos de estar no aeroporto antes das 13h e queríamos ir ao castelo.

Caminhámos novamente em direcção à cidade velha para tomar o pequeno-almoço na “Goralskie Praliny” (e assim cumprirmos mais uma recomendação do nosso magnífico bloco de notas!).

E que bom que estava tudo, das sanduíches ao iogurte com granola. No entanto, a especialidade são os chocolates e outros doces no geral. E lá tivemos de pedir umas panquecas simples para partilhar. Muito fofinhas e saborosas. Se lá forem peçam chocolate quente. Não provámos mas cheirava muito bem…

      

Fomos para o fresquinho da rua e comprámos souveniers no comércio local. A Praça do Mercado também tem banquinhas com artesanato giro e mais fora do vulgar, como as caixinhas de música tradicionais, nas quais podem colocar a música que quiserem (eu trouxe uma com a música do “Star Wars” para o marido).

  

Percorrer as ruas até ao Castelo é descobrir uma série de edifícios e esculturas giras (como a da estante com livros em pedra). E aqui parece que caminhamos na Disneyland, mas para crescidos.

 

O Castelo de Wawel é diferente de todos os que eu já visitei, por cá e por lá. Por fora, vemos sobretudo a construção em tijolo, com algumas emendas que foram sendo feitas ao longo dos séculos, mas por dentro é completamente diferente.

Faz uma espécie de largo com edifícios construídos com materiais diferentes, pintados de forma diferente e até de estilos arquitectónicos diferentes.

Podem visitar a gruta do dragão, para ficarem a conhecer o local da lenda. Nós preferimos visitar o edifício principal.

Roubei esta foto no google, mas acho é importante para se perceber melhor a dimensão e as características do castelo

E foi aqui que terminámos a nossa viagem. Esta viagem tão boa e que me fez tão bem à alma: por estar com as minhas irmãs de uma forma que não estava há muitos anos – e por estar com elas numa experiência tão enriquecedora como é viajar.

À semelhança do que aconteceu em Varsóvia, precisávamos de, pelo menos, mais um dia, para visitarmos as Minas de Sal (lindíssimas pelo que vimos).

Fica para a próxima!

Dziekuje! O meu agradecimento a todas as pessoas que – ou por terem visitado ou por viverem lá – me mandaram mensagens com dicas e sugestões tanto para Varsóvia, como para Cracóvia. Muito grata!

 

7 comentários em “Polónia, doce Polónia (parte II – Cracóvia)

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Olá Mina,
      Realmente nós apanhámos frio e alguma chuva (felizmente, nada que nos tenha impedido de conhecer estas cidades incríveis).
      beijinho

  1. Rita Martins

    Fiz viagem semelhante em abril (com diferença nos dias em cada sítio) e adorei. Bem mais do que estava à espera. É um país com muita história e infelizmente azar, o que que faz com que tenha muito que ver e experienciar. Fiz a minha primeira free walking tour email Cracóvia e fiquei rendida. É a melhor maneira de se conhecer uma cidade e aprende-se tanto sobre a história e a influência boa edifícios e vida que caso contrário passaria completamente despercebido.
    Para além disto tudo, apreciei bastante a comida, sempre em quantidade e bem “quentinha” (pesadinha) para aguentar o frio do inverno. E para culminar, os preços! É tão acessível! O que achei mais caro foi mesmo o comboio. Tirando isso, estadias, comida, souvenirs, tudo tem um preço muito bom.
    Menos apreciei, foi a simpatia dos polacos. Claro que também houve gente simpática, mas pautou mais pela frieza das pessoas. O que passaram, que não foi assim há tanto tempo, e a falta de conhecimento do inglês, secalhar contribui para isto. Mas nada que não me faça querer voltar! Mas quanto mais viajo, mais percebo porque o povo português é considerado tão simpático!
    Acho que é, sem dúvida, um excelente país para se visitar e que secalhar muita gente nem se lembra, ou “só” vai por Auschwitz (que é um excelente motivo, mas há muito mais para ver). Entre as duas cidades gostei mais de Cracóvia, mas acabei por gostar mais de Varsóvia do que esperava.

    Peço desculpa pelo longo texto mas com uma viagem tão semelhante, apeteceu dizer tudo. Aconselho ainda as minas de sal perto de Cracóvia, que não são as estalagmites que se espera nunca gruta, mas tem salas e principalmente uma igreja absolutamente espetacular!

    Parabéns pelo blog e pela boa informação para ajudar quem quiser visitar a Polónia!

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Olá Rita!
      Eu também fiquei com vontade de lá voltar 🙂
      E também gostei mais de Cracóvia – apesar de me ter surpreendido muito (pela positiva) com Varsóvia.
      Beijinho 🙂

  2. Marta Nunes

    O intuito principal da minha viagem era Cracóvia era a proximidade a Auschwitz e esse era o foco desta viagem, tantos anos desejada!
    Fui em Junho deste ano com o meu namorado e 4 dias de visita depois achei que foi tão pouco tempo! Não estava em nada preparada para me apaixonar à primeira vista 🙂 Não tinha transferes e optamos pelo Krakow Card que além de nos permitir andar nos transportes também nos dava acesso a outros espaço nomeadamente museus. Assim que chegamos junto ao Rio Vistula percebi de imediato que ia valer muito a pena aquele fim de semana… e em nada foi diferente disso. As ruas, a arquitetura dos edifícios, aqueles 8km de verde a atravessar a cidade, a vida quotidiana com uma qualidade de vida tão diferente da nossa, mesmo numa cidade do Interior onde moro, os preços acessíveis, a comida, tudo me fez perder de amores por ela. Destaco também a segurança que se sente nas ruas, andamos por ruelas à noite de telemóvel na mão a ver o mapa e nunca me senti insegura!
    Fomos às Minas de Sal logo no primeiro dia e valeu tanto a pena, são mais de 300km de túneis que nem passa pela cabeça de ninguém, não dá para descrever, só visitando. Ao fim do dia usando o cartão ainda visitamos a Fábrica de Schindler (o meu filme favorito). Ali se percebe todo o dia a dia da época e há tanto que podemos aprender com esta visita. Só tive pena de não ter conseguido perceber em que parte estava a homenagem merecida a Aristides de Sousa Mendes que por lá se pode ver mas talvez o facto do museu estar todo ele escrito em polaco não ajude muito! Pela quantidade imensa de visitas que tem podiam ter o cuidado de, pelo menos ter legendas também em inglês.
    Ao segundo dia fomos a Auschwitz sobre o qual já comentei no local dedicado aos campos.
    Terceiro dia fomos fazer uma visita de bicicleta pela cidade com um guia excepcional. Visitamos todos os recantos mais turísticos e outros menos. Uma vez que se vêem imensas bicicletas pela rua (inclusive têm passadeiras próprias) achamos que era a melhor forma de conhecer a cidade é não nos arrependemos 🙂
    Quarto e último dia foi dar uma última volta logo cedo e apanhar o autocarro para o aeroporto.
    Para trás ficou uma cidade que me conquistou o coração e à qual voltarei tantas quantas vezes me for possível. O Mundo é grande para voltar sempre aos mesmo sítios mas a Cracóvia volta-se sempre 🙂
    Obrigada Catarina 🙏 por me teres feito voltar a uma cidade onde fui feliz e desculpa o testamento mas quando se gosta é assim mesmo.
    Um beijinho 😘

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Olá Marta,
      Desculpa estar a responder só agora, mas a tua mensagem estava de alguma forma “escondida”.
      E obrigada pela tua partilha!
      Um beijinho 🙂

  3. Patrícia

    Estive em Cracóvia este verão e gostei muito. Também quis visitar o castelo de Wawel mas as entradas para esse dia já tinham esgotado, pelo que optei por visitar a gruta do dragão, que me meteu um pouco de medo mas vale a pena 🙂
    Fiz também uma free walking tour chamada “Cracóvia macabra”, onde basicamente nos levam pelos locais da cidade onde há histórias de fantasmas, vampiros, serial killers… aconselho vivamente esta tour, e é uma boa oportunidade de passear pelo centro histórico depois do anoitecer.
    Para uma próxima não deixe de visitar a Fábrica de Schindler, vale muito a pena a visita para compreender a forma como a II Guerra atingiu a cidade de Cracóvia. Apesar de a fábrica ser um local que simboliza vida e esperança, lá dentro existe uma exposição permanente que me chocou, pois faz o relato completo de tudo (nomeadamente o desmantelamento do gueto de Cracóvia, no qual foram assassinadas nas ruas duas mil pessoas).
    O seu texto fez-me recordar a minha viagem, é sem dúvida uma cidade e um país que vale a pena visitar!

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