7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Pós-parto: um texto capaz de ferir a sensibilidade das leitoras mais sensíveis…

Não bebi o suficiente na passagem de ano para achar que “pós-parto” é o melhor tema de sempre para começar 2019.

No entanto, tenho recebido tantas mensagens de leitoras acerca do assunto que decidi, finalmente, voltar a esse período da minha vida – que, no meu caso, é um período com três capítulos bem diferentes.

Quando a Maria Rita nasceu, há 8 anos, eu não consegui estar dedicada só a ela – e a mim. Tinha a casa, a roupa e as refeições à minha responsabilidade, porque os tempos eram difíceis e o pai trabalhava que nem um cão. Assim, em vez de descansar enquanto ela dormia – e eram sempre sonos muito curtinhos – eu aproveitava para tratar de tudo isso. Uma canseira, uma frustração.

Lembro-me de passar a maior parte do tempo sozinha com ela, cheia de dúvidas na cabeça e com dores no corpo todo. O parto correu muito bem, a recuperação não correu mal, mas a zona onde tinha levado uns pontos doía bastante e a amamentação estava a correr francamente mal – nunca correu bem, para dizer a verdade.

Sempre que se aproximava a hora dela mamar, eu começava a chorar, antecipando as dores que ia sentir durante a mamada. Tinha gretas enormes nos dois mamilos e lembro-me de morder o lábio com força para tentar sentir dor aí e não nas maminhas.

Aguentei isto – nem sei bem como – até aos dois meses e meio. Altura em que uma mastite que me deixou com 41 de febre me impediu de dar de mamar. Na altura foi terrível, mas agora percebo que foi a minha salvação. Dar biberão à Maria Rita foi libertador – não provocava qualquer dor e tanto podia ser eu a fazê-lo como o pai. Passei a aproveitar tudo de uma forma mais descontraída e, até, a sair de casa mais vezes com ela.

Dois anos e dois meses depois da Maria Rita, nasce a Maria Inês. Senti que tinha gémeas, porque a mais velha ainda era tão bebé. Na altura, tinha ajuda com a casa, mas tinha ao meu encargo as duas crianças, as refeições e a roupa. Voltei a não poder dedicar-me única e exclusivamente àquele bebé – e só hoje, a esta distância, vejo a frustração que é.

A Maria Rita estava sempre a pedir colo e atenção – ela, que já comia sozinha desde os 13/14 meses, voltou a pedir ajuda para comer. Eu senti que nunca estava com a bebé ao colo, porque a Maria Rita o “roubava” sempre – se é que se pode “roubar” aquilo que é nosso… Mas a verdade é que a Maria Inês ou estava ao colo do pai, ou de algum familiar que me tivesse ido visitar ou ao colo de uma das vizinhas que passavam para saber se precisava de ajuda.

Dar de mamar voltou a ser um filme de terror – sendo que a isto tive de juntar uma recuperação bem mais difícil devido a um parto induzido, de quase 20 horas, com direito a ventosas e tudo porque a rapariga nasceu com 53 centímetros e 4,150 Kgs. Um bezerrinho, portanto.

Eu tinha dores em sítios que nem sabia que existiam! Sentia-me uma personagem de Walking Dead – e na verdade era praticamente uma morta-viva. Credo! À noite, quando uma adormecia acordava a outra. A mais pequenina mamava de duas em duas horas, o que se traduzia em passar as noites com as mamas de fora…

Com a Maria Leonor a história foi diferente, o que não significa que tenha sido melhor.

Quando ela nasceu, achei que tinha preparado tudo muito bem para viver a coisa de uma forma mais plena e tranquila. As mais velhas ficaram nos meus pais enquanto estive na maternidade e, como ainda tinham jardim-de-infância, parte do dia poderia ser em exclusivo para a bebé. Tudo ao contrário. Saí da maternidade já com as três e, como tinham a mana em casa, foi um castigo para irem para a escolinha. Acabavam por estar lá apenas algumas horas do dia.

Além disso, com apenas duas semanas, a Maria Leonor teve uma bronquiolite gravíssima, que nos deixou às duas internadas na pneumologia pediátrica do Hospital de Santa Maria. Estão a ver o contexto de estar “em paz” e “em casa”? Não houve.

  

  

Foram duas semanas muito muito duras. A equipa de médicas e enfermeiras foi excelente, uma família criada à pressa, sem dúvida. Mas estar ali duas semanas em que mal podia pegar-lhe ao colo foi doloroso – além de eu própria ainda não estar recuperada do parto e não ter as melhores condições para o fazer.

Ela esteve a maior parte do tempo entubada, porque não conseguia respirar sem ajuda e eu tinha de tirar leite para ela receber através de uma sonda. Eu dormia num cadeirão e, quando esticava as pernas, elas ficavam do lado de fora da porta do quarto. Acordava mais cansada do que tinha adormecido.

E sentia sempre umas saudades enormes das mais velhas, que visitava de fugida, de dois em dois dias, porque tinha sempre medo que acontecesse alguma coisa à pequenina enquanto eu estivesse fora.

Houve um dia em particular, no final da primeira semana, em que ela piorou e eu pensei mesmo que ela não ia resistir. Que ia morrer. Foi o pior dia da minha vida – e acho que nunca falei ou escrevi sobre ele até hoje. As enfermeiras estavam com um ar apreensivo mas eu nem precisei de lhes perguntar nada. Olhava para a minha bebé e sentia-a ainda mais prostrada do que nos dias anteriores. Mal abria os olhos, não agarrava o meu dedo com a mão. Mal se mexia.

Eu acho que fiquei horas seguidas imóvel, sentada no cadeirão, só a olhar para ela. Lembro-me que uma das médicas me chamou e disse que era normal. “Mãe, há sempre uma altura em que eles pioram antes de começarem a melhorar. Amanhã é dia de começar a melhorar”. Acho que a forma como aquela médica me disse aquilo, juntamente com a minha vontade de acreditar que era mesmo assim, me deu forças para aguentar esse dia.

No dia seguinte, ela estava um bocadinho melhor e continuou a melhorar até sairmos, uma semana depois.

Com todo aquele stress e processo artificial de amamentar, o leite foi-se embora rápido e ela passou a ser alimentada apenas com leite de fórmula. E mais uma vez, isso não trouxe nada de mal. Pelo contrário.

Quando regressei a casa, de sorriso na cara mas completamente quebrada por dentro, foquei-me em cuidar das três (porque, entretanto, as mais crescidas ficaram de férias). Nesse verão, não quis saber o que iria ser o almoço ou o jantar, se havia máquinas de roupa para fazer ou o que fosse. Deixava as compras para o pai fazer e fomos muitas vezes buscar comida fora.

Nesse caos, encontrei a minha organização enquanto mãe. Eu só queria ter a mais pequenina ao colo, e as mais velhas também. Era um “colo rotativo” que me deixava as costas feitas num oito, mas eu não queria saber de mais nada.

  

Foi preciso ter a terceira filha para viver o pós-parto da forma como faz sentido ser vivido. Para mim, naturalmente, porque cada uma de nós há-de viver tudo isto à sua maneira. E, se assim for, está tudo certo.

45 comentários em “Pós-parto: um texto capaz de ferir a sensibilidade das leitoras mais sensíveis…

  1. Branca Silva

    Adorei o depoimento, o desabafo por assim dizer, tbm a amamentação na primeira gravidez não correu nada bem, aos 3 meses já bebia da fórmula, com o segundo filho tentei me esforçar mais um pouco e consegui dar até aos 13 meses, sendo que aos 4 meses começou a beber da fórmula durante o dia, pk não engordava o rapaz, então dava só de noite, mesmo só por o prazer de o ter comigo juntinho…
    Tive uma cesariana na primeira gravidez e um parto normal na segunda, se me perguntarem eu diria, direi e digo, a experiência da cesariana foi muito mais tranquila,dores sim, depois de nascer mas nada K injeções de anti-inflamatório não resolvesse… odiei parto normal,tive dores horríveis antes, tive dores depois pois fui rasgada e mal podia me sentar odiei parto normal…

  2. Susana Morgado

    Muito obrigada pela partilha Catarina. Estou neste momento a viver o meu pós-parto e não tem sido fácil gerir todas as questões hormonais, a privação de sono, a parte emocional… é tudo um mundo novo e às vezes parece que não estou a conseguir dar conta do recado…e a aproveitar da melhor maneira com o meu filhote… mas depois ler um testemunho como o seu, perceber que não estou sozinha nesta aventura da maternidade, que é normal sentir tudo isto e perceber que tudo passa, ajuda-me a ganhar força e a enfrentar tudo com mais otimismo! Obrigada e parabéns por toda essa força e pelas 3 Marias que são liiiindas!! Tem uma família linda!

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Foi a razão que me levou a escrever… porque muitas vezes eu senti-me falhar… fugir à norma (sabemos lá qual é a norma!) e não ser como “as outras pessoas”… cada uma tem a sua história para contar 🙂
      Felicidades!

  3. Andrea

    Este texto da Catarina vem colmatar a falta de um “manual de instruções” para o pós parto. Pelos vistos, todas as mães passam pelo mesmo. Por ser um tema quase “tabu” a maioria das pessoas mais próximas da mãe, não compreende, não ajuda e muitas vezes até complica a vida da recém mamã. Obrigada Catarina 😘

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Não há manuais de instruções, mas é bom sabermos que não estamos sozinhas 🙂 Que não estamos a falhar… que o problema não é nosso.
      Beijinhos

  4. Magda Pedrosa

    Muito obrigada Catarina!! Daqui 4 dias faz é meses que fui mãe, começo por dizer que foi o pior dia da minha vida! Algo estava mal com os gêmeos, os corações a desacelerar = cesariana de urgência, foi assustador, pois estou na Suiça francesa e as maternidades estavam cheias! Mandaram me para o cantão alemão, 3 enfermeiras a preparar me o mais rápido possível, a falar alemão e inglês para eu perceber alguma coisa. Sala de anestesia, tudo a correr bem! Cirurgia: começam a abrir e surpresa a anestesia não estava a fazer o efeito, meio corte a sangue frio, achei que ia morrer ali.. anestesia local e não pouco me lembro dessa noite, sei como conheci os meus filhos por um vídeo! Toda a equipe da maternidade foram maravilhosos comigo e com os bebés, que nem precisaram de encubadora, ao fim de uma semana fomos transferidos para o lado francês. Pior coisa que me aconteceu, enfermeiras mal educadas condições horríveis, com o stress fiz mamite e perdi o leite.. é muito bom ler e saber que há gente que compreende que não é mais dar leite em pó aos bebés! Como diz a minha vizinha, mais vale um biberão com amor que um peito contrariada! Beijinhos e tudo de bom

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      A sua história é uma boa ilustração de que precisamos de encontrar a nossa organização no “caos” à nossa volta 🙂 O que importa é estar tudo bem . Beijinhos!

  5. Cristiana

    Obrigado pela partilha… Estou de lagrima no olho, mas acredito que as coisas más nos fazem mais fortes… Tenho duas princesas lindas com 13 anos de diferença, passei por um aborto no meio que foi muito difícil. Da mais velha tudo correu bem, a gravidez o parto, ate o crescimento. Da pequenina, que tem agora 5 meses foi tudo diferente. Uma gravidez depois de um aborto é horrivel, não desfrutei nada pois estava sempre com medo de a perder, ela nasceu, muito pequenina 2,500kg, mas era a minha guerreira. Com 3 semanas entalou se a dormir, e eu vi a minha filha morta, se não fosse a coragem e a vontade de o pai dela a salvar, o nosso herói. Não é uma história de que goste de falar, pois só de lembrar ainda DOI. Mas agora olho para ela, o meu pequeno milagre e sei que vai ser uma guerreira como a irmã, já não tenho medo, e é tão bom. Obrigado pelo seu desabafo porque a acabei por fazer o meu. Um pouco atrapalhado eu sei. Beijinhos e espero que tenha tudo de bom na vida.

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Cristiana,
      obrigada eu pela sua partilha. E ainda bem que tudo correu pelo melhor!
      Que a vida agora só lhe dê razões para sorrir!
      Bom ano 🙂

  6. Daniela

    Obrigada pela partilha! Estou a viver o pôs parto e raramente alguém fala da parte menos cor de rosa! É cansativo, muitas vezes frustrante as cólicas, o choro, as noites mal dormidas e ainda as hormonas alteradas! Acredito que ainda me estou a adaptar e só vai melhorar e vou usufruir ainda mais do meu filho!

  7. Mafalda

    “Sempre que se aproximava a hora dela mamar, eu começava a chorar, antecipando as dores que ia sentir durante a mamada. Tinha gretas enormes nos dois mamilos e lembro-me de morder o lábio com força para tentar sentir dor aí e não nas maminhas.”

    Já passaram dois anos e nunca tinha conseguido por isto em palavras. Até me vieram as lágrimas aos olhos quando acabei de ler. Que bom é saber que ser super-mae também é um bocadinho isto. Passar por tudo, fazer o melhor, mas principalmente saber parar e saber ver quando precisamos de estar bem.
    Muito obrigada e parabéns!

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      É exactamente isso. No meu caso, só gostava de ter percebido mais cedo… e não me penalizar tanto.
      Obrigada pela sua partilha.
      Um beijinho

  8. Caramela

    Não sou de comentar páginas de Facebook nem pouco mais ou menos. Mas á algum tempo que sigo o que escreve e identifico-me com a realidade que transmite, sem manias ou pretensões. Hoje identifiquei-me ainda mais, para mim foi apenas um pós parto mas em muito semelhante ao que descreve. O meu menino com 14 dias de vida teve uma sespis. Fez exames terríveis e muito evasivos e tememos o pior. Também nos sentimos que o podíamos perder, também eu perdi o leite aos poucos porque o bebé não podia vir ao colo, muito menos esforçar-se na mama. E também eu sentia tantas dores após um parto induzido e ventosas. Foram tempos terríveis. Ainda hoje andamos as voltas com esta bactéria para saber se deixou marcas mas queremos muito acreditar que tudo está e vai ficar bem. O nosso menino é muito activo e bem disposto. Um bébé Feliz. Obrigada pelo seu texto. Senti cada palavra. Um beijinho e feliz ano novo. Eu continuo por aqui a acompanhar a vossa vidinha 😊

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Olá Cátia,
      Espero que depois desse início tão atribulado, tenham finalmente encontrado alguma paz… alguma porque com crianças já se sabe…
      Um bom ano para vocês 🙂

  9. Andreia Deus

    Chorei… confesso que chorei! Vivi uma história muito de perto parecida com a da Maria Leonor, mas infelizmente o final não foi feliz. No entanto, tinha sido mãe à poucos meses e perguntem-me se aquela “situação” mexeu comigo??? Mexeu… horrores… fez-me pensar, repensar, rever as minhas prioridades, nc mais olhar para a minha filha como um dado adquirido…
    Hoje dou muito mais valor ao MOMENTO!

    CATARINA um texto fantástico. Parabéns!!!

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Obrigada pela mensagem 🙂
      Se uma situação dessas não mexer connosco, não sei o que o poderá fazer. Mas sim, que sirva para vivermos aqui e agora.
      Beijinho grande

  10. Liliana Silva

    Adorei o seu depoimento! Ainda nao sou mae mas tenho muita vontade de ser. O relogio biologico despertou bem cedo mas a Vida ainda nao me permitiu realizar esse Sonho! Mas, acredito que “tudo vai ficar bem”. Bjinho no 💖

  11. Leonor Poças

    Obrigada pela partilha e por falar tão abertamente de vários temas que parecem ser tabu na nossa sociedade, como a fragilidade no pós-parto e a não amamentação. O nascimento de um bebé é algo tão maravilhoso quanto complexo e há muitas pessoas que rapidamente se esquecem disso… um beijinho e felicidades 🙂

  12. Thaís

    Adorei o texto. Obrigada pela partilha de algo tão pessoal.
    Eu que não sou mãe sempre tive curiosidade em saber como funciona para lá do “conto de fadas”. Muito medo ainda… Há sempre aqueles monstrinhos… Nomeadamente parto e recuperações… Hoje descobri a mastite…
    Além do mais as Marias fazem parte do meu e-mundo já há algum tempo. É sempre bom ver como crescem e é sempre bom ver o lado humano da vossa família.
    Foi uma óptima leitura.
    Bom ano

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Espero não a ter desencorajado. Mas sou pela verdade 🙂
      Há-de ter a sua experiência e encontrar a sua “fórmula” para tudo funcionar.
      Obrigada por nos acompanhar.
      Beijinhos

  13. Diana Casinhas

    Já sabia que a Catari a escrevia bem, mas este texto está muito bem enquadrado. Eu acho UE cada caso é um caso e pelo que diz é bem verdade. Todos os seus pós partos foram diferentes…atribulados, menos bons ou Bons. As pessoas têm de se convencer que não somos todos iguais. E aceitar isso. A tolerância é algo que nos falta em geral.
    Beijinhos Catarina, Bom Ano. 💕

  14. Bruna

    Obrigada pela partilha Catarina… Ser mãe é a melhor coisa do mundo mas é ao mesmo tempo a mais difícil… Sou mãe de um menino e não tive nenhum apoio familiar quando o tive…estava/estou fora de Portugal e embora tivesse o meu marido nada se compara à ajuda de uma mãe… quando somos mães acho que precisamos das nossas mães mais do que nunca… Saber que não tinha esse apoio e não poder desabafar com ela para não a preocupar arrebentou comigo… foram muitas noites/dias a chorar, foi uma mastite que não felizmente não me impediu de continuar a dar de mamar só porque meti na cabeça que ia conseguir, foi difícil recuperar de uma cesariana e não ter ninguém para me ajudar a tratar da casa e nem tempo tinha para ir à casa de banho e comer… É difícil… mas sei que vale a pena! Abraço.

  15. Ana Galo

    Muito obrigada! Como mãe de 3 rapazes, senti tudo isso . De facto foi tb preciso chegar ao terceiro para levar as coisas “um bocadinho” mais na descontração! Porque não existem mães perfeitas ❤️!

  16. Barbara Duarte

    A minha filha mais nova esteve internada com uma pneumonia no Santa Maria. Tinha 12 meses..
    Houve um dia que tambem achei que nao resistia…e sim, perguntei directamento se tinha de me preparar para o pior.
    Sei bem o que é..vê-la entubada, etc. E apesar de tudo era bem mais velha..
    So tenho a dizer bem do Hospital.
    E uma pessoa nunca mais esquece.
    O melhor é aproveitar todos os dias, tudo o que a vida nos dá de bom..e o melhor são os filhos😘

  17. Daniela Faustino

    A maternidade para mim foi muito muito complicada … ao terceiro dia de vida o meu bebé ficou internado no hospital dona Estefânia onde apanhei uma equipa médica extraordinária… ficou internado porque mamava imenso sangue que saiam do meu peito eu tinha crostas não tinha mamilos … com imenso leite e sem poder dar ganhei enormes caroços que me atormentaram a vida dores que nunca tinha sentido nem no parto …
    Por obrigação deixei de amamentar porqueno estômago do meu bebé não aceitava , e vomitava jatos de sangue … senti-me a pior do mundo , senti qur o melhor que podetia dar ao meu filho o meu corpo não tinha capacidade para o fazer… ofereceram -me tratamentos e fui seguida na clinica Amamentos em telheirad … ao fim de duas semanas e ainda com algumas mazelas tentamos de novo … mas o Xavier nunca mais pegou no meu peito … tive de secar o peito porque nem no biberon ele aceitava o meu leite …
    Sozinha em casa com o marido a trabalharpor turnos foi muito dificil … pois ele trabalhava muitas horas e ou estava a trabalhar de dia , e dormia a noite , ou trabalhava de noite e dormia de dia …
    Esquecia-me de comer … , não tinha tempo nem para um banho como deve de ser …
    Foram os 4 meses do desespero em que pensei em muita coisa , e vi que a maternidade não é linda assim como a pintam … pode ser mas são raras as excepções , normalmente a maternidade perfeita vem sempre acompanhada de hma mãe ouuma irmã que ajudam , que levam a roupa e lavam que nos ajudam a fazer refeições que ficam com o bebé para irmos aqui ou ali … há momentos em que nós mães precisamos de um tempo para nós nem que seja 20 minutos sozinhas para refrescar o miolo como costumo dizer … hoje o meu bebé já tem 6 meses quase 7 é a minha maior alegria … mas até hoje nunca tive ajuda de ninguém, nunca sai sozinha , nunca fui ao supermercado sozinha , ao café ao cabeleireiro… etc… não é facil mas um sorriso deles compensa qualquer cansaço 🙏🏻

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Daniela, percebo-a muito bem. Mesmo! E tem de arranjar forma de sair sozinha, nem que seja por 15 minutos. É a sua bolha de ar 🙂
      Coragem! Um beijinho muito grande

  18. Catarina Oliveira

    Estou tramada!!! Então quer dizer que vou ter de ir ao terceiro filho para finalmente relaxar e aproveitar as minhas filhas????

    Entretanto, não sei se teve essa possibilidade, mas em caso de problemas com amamentação (dor/ferida/choro do bebé) é importante procurar ajuda de profissionais. No meu caso tive consultas na clínica Amamentus em Lisboa e tudo resolveu-se. Acho que as mamas não devem ficar com a ideia q amamentar dói e caso tenham dor algo não está bem precisam de ajuda profissional.

    Felicidades!!!

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Não, se ao segundo encontrar a sua “fórmula mágica” lol
      Procurei ajuda, tive enfermeiras em casa a ajudarem-me a amamentar e nunca resultou. Nunca. Dei mais oportunidades à amamentação do que “ela” me merecia ah ah ah
      Mas o que lá vai, lá vai
      Bom ano 🙂

  19. Rita Luís

    Obrigada pela partilha Catarina.
    Tive há dois meses a minha segunda filha e no que toca a alimentação, o pós-parto está a ser muito semelhante ao da primeira. Saíram as duas do hospital já a suplemento porque a maminha servia só de chucha para dormir.

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