7 da tarde e ainda não lavei os dentes

ahhh… as férias grandes!

Uma imagem rara das três a brincarem juntas, no quintal

Está a chegar – a passos largos – aquele período do ano em que as crianças estão do mais feliz e os pais… nem por isso.

É verdade que as férias, além de merecidas – naturalmente – trazem muitas vantagens. O relógio deixa de ser tão ditador e há tempo para brincar, que deveria ser sempre a principal ocupação dos nossos filhos. Também para nós, pais, torna-se libertador o facto de não termos de andar a ir pôr e a ir buscar as crianças às 1750 actividades que têm, porque as próprias actividades vão de férias, com a graça do Senhor!

Mas – e se há sempre um “mas” para tudo, nas questões da maternidade há uma dúzia deles! – isto tem o reverso da medalha: aquele período que antecede a partida para as férias em família (em que elas curtem à grande e nós trabalhamos para elas à grande).

Até chegar esse momento, que no nosso caso é no início de agosto, as minhas filhas vão passar a estar mais tempo em casa e eu, que trabalho justamente em casa, vou ter menos tempo para trabalhar. E vou ter de arranjar formas de conseguir trabalhar. E conseguir trabalhar dá uma trabalheira do caraças.

Tudo isto – as férias delas e o meu trabalho – até poderia funcionar em harmonia se as minhas filhas se entretivessem com qualquer coisa. Se brincassem sem me chamar de 5 em 5 minutos para mediar alguma crise e sem acharem que tudo será mais interessante se eu participar. Eu adoro participar nas coisas delas – gosto mesmo! – de pintar com elas e tudo o mais, mas se tenho trabalho para fazer, não posso gastar o tempo todo no “recreio”, certo?

Seria mais fácil, também, se não achassem que, por lhes negar o uso do tablet, ficam sem o que fazer… e nem vale a pena lembrá-las daquilo que eu fazia nas minhas férias grandes. Porque, de facto, elas não têm “a terra” dos avós para onde ir – eles vivem num apartamento em Lisboa! – e não lhes posso dizer sequer para pegarem nas bicicletas e voltarem a tempo de jantar. Os tempos são outros. E é uma pena.

Coragem para as férias! Seja o que Deus quiser – e elas também! 🙂

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