7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Seis crianças, boa disposição e uma cabeça partida… tudo na mesma viagem!

Lille, on y va!

O convite tinha chegado há já uns meses e tenho a ideia de ter dito logo que sim: ir à cidade francesa de Lille conhecer os laboratórios onde nascem os produtos da Corine de Farme.

Mas houve algo que, desde logo, se destacou daquilo que é habitual: “o convite é extensível às famílias, portanto podem trazer marido e filhas”.

Confesso que a minha primeira decisão foi ir sozinha para aproveitar bem a viagem, descansar e poder estar “mais à vontade” – sou mãe de três, passo imenso tempo sozinha com elas… este “mais à vontade” pode querer dizer apenas “dormir bem”.

Mas depois percebi que as outras embaixadoras iam levar a família e achei que faria sentido eu fazer o mesmo. É uma marca que se assume como familiar – e é de louvar organizar uma press-trip em família, com tudo o que isso comporta em termos logísticos!

E a verdade é que foi uma oportunidade fantástica de conciliar o meu lado profissional com o pessoal – e partilhar isso com as outras famílias presentes. Nas diferenças encontrámos mais-valias, porque aprendemos; nas dificuldades, partilhámos estratégias ou truques (e aqui incluem-se as birras, os sonhos, as refeições). Sinto que saí com mais do que tinha quando entrei e gosto dessa sensação.

Ritual Bio

Chegámos a Lille numa quinta-feira à noite e na sexta de manhã fomos visitar os laboratórios da Sarbec, onde são produzidos os produtos da Corine de Farme. Os homens ficaram com as crianças – levaram-nas ao zoo – e nós fomos conhecer a origem (e o ADN) dos produtos que usamos nas nossas crianças – e em nós!

Além da Vânia e da Sara – as meninas Corine, como lhes chamo – foi também a Ana Gomes (“A melhor amiga da Barbie”), a Inês Mocho (make-up) e a Mafalda Sampaio (“A Maria Vaidosa”). Uma grupeta bem engraçada, por sinal.

Conhecemos novidades, percebemos como tudo é feito, desde o momento em que os extractos naturais são colhidos no campo até que a embalagem sai da fábrica. Ficámos a conhecer ainda melhor esta preocupação com a pele das nossas crianças – através de uma escolha rigorosa dos ingredientes e um número crescente de ingredientes biológicos – e com o meio ambiente (garantindo, por exemplo, que todas as embalagens são produzidas ali mesmo na fábrica para reduzir a pegada de carbono).

 

Ainda pudemos “cozinhar” em laboratório um dos cremes mais usados aqui em casa e percebemos como a escolha dos ingredientes é rigorosa e os testes para encontrar o PH perfeito, minuciosos.

E acho que levámos também alguma alegria e boa disposição às meninas francesas da Corine de Farme, bem mais comedidas e formais do que nós…

Um almoço perfeito e um dia bem passado

 

Almoçámos lindamente no “Villa Yoga”, um restaurante vegetariano nos arredores de Lille onde ficámos à conversa enquanto degustávamos um conjunto de sobremesas perfeitas e todas sem açúcar branco.

Juntámo-nos aos rapazes e à criançada para um passeio muito cool em “2 cavalos”. E apesar de ser o carro menos familiar que existe, coubemos todos e foi muito giro. Tivemos sorte com o guia, super divertido, que nos apresentou a parte antiga da cidade de forma bem descontraída.

  

Mas o “clássico” deste dia não se esgotou nos automóveis: os rapazes foram ver a bola ao estádio do Lille e nós ficámos com as crianças…

Fomos então, em modo “mães solteiras”, jantar a um dos melhores restaurantes da cidade, o “Méert”. Foi o local mais bonito e cuidado onde estivemos e tivemos a sorte incrível de apanhar aquela que é – provavelmente – a única francesa de Lille simpática…

As crianças deram-se lindamente e fartaram-se de brincar umas com as outras, com os brinquedos umas das outras, como se quer!

No final da refeição, mais uma degustação de doces porque “um dia não são dias”… apesar de já serem dois a comer doces pelas minhas contas!

  

A cabeça partida e o coração recomposto

Quando chegámos do Méert, as miúdas andavam a brincar no quarto enquanto eu lavava os dentes. Oiço uma pancada gigante, seguida de um choro aflito. A Maria Rita caiu da cama e bateu com a cabeça na esquina da mesa de cabeceira.

Cabeça partida, com um golpe com alguma profundidade na testa, seguro accionado e toda a gente disponível para ajudar.

Lembro-me que um minuto depois de alguém ter mandado mensagem para o grupo de whatsapp da viagem, já a Ana Gomes estava no meu quarto com a Vitória. Ajudou-me com a Maria Rita e levou a Maria Inês e a Maria Leonor com ela para o quarto – enquanto nós corremos para o hospital.

Na urgência, tivemos uma sorte enorme com o médico que estava de serviço. Atencioso, preocupado, a tentar desenrascar o seu melhor inglês porque o nosso melhor francês – com os nervos à mistura – não estava a servir para nada. Colou, literalmente, o golpe com todo o cuidado e viemos embora mais descansados e com o coração recomposto do susto e agradecido pela ajuda de todos.

Os franceses de Lille não gostam lá muito de crianças…

Apesar de as nossas crianças se terem portado muito bem – muitíssimo bem, tendo em conta que duas delas têm pouco mais de um ano! – nunca fomos muito bem recebidos nas lojas e nos restaurantes.

Nos restaurantes tivemos mesmo dificuldade em conseguir mesas – e no dia em que os rapazes ficaram com as miúdas todas foi o cabo dos trabalhos conseguirem almoçar e dar almoço!

Numa loja muito castiça de brinquedos – sim, de brinquedos – o dono subiu as escadas a correr para ralhar connosco porque as miúdas estavam a tocar nos brinquedos. Pois claro… se são brinquedos! Enfim, diferenças culturais que se calhar explicam porque é que vimos tão poucos adultos com crianças nas ruas da cidade…

Obrigada, miúdas!

Gostei muito destes dois dias (e pouco) em Lille, sobretudo por estarmos tão bem acompanhados. Gostei muito de conhecer melhor a Ana – com quem já me tinha cruzado algumas vezes em trabalho – e de conhecer a Inês e a Mafalda com as quais nunca tinha estado. Gosto de pessoas descomplicadas, divertidas, que gostam de soltar uma boa gargalhada e de conversar sobre tudo e também sobre nada em particular. Valeu!

Dos maridos presentes também só conhecia o Miguel da Inês – curiosamente de uma viagem que fizemos – e é engraçado ver que estas “panelas” tão engraçadas tinham de ter as suas “tampas” a condizer.

Obrigada à Vânia Padeiro, à Sara Mcleod e à Ana Costa por já terem transformado esta relação profissional numa amizade engraçada e bem leve. E por serem doidas o suficiente para organizar uma “empreitada” destas 🙂

  

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