7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Aquela vez em que me armei em agente secreta…

Num ano como o de 2020, em que controlámos tão pouco da nossa vida, é bom saber que houve coisas que pudemos continuar a escolher e a avaliar – as marcas das quais gostamos, que compramos, consumimos e com as quais nos identificamos. A isto se chama a Escolha do Consumidor.

Pois eu quis perceber como tudo acontece e como se chega às marcas distinguidas com este “selo de qualidade”. E, por isso, participei nas várias fases do processo, entre Julho e Outubro do ano passado.

Numa primeira fase, fiz parte de diferentes focus groups, que são grupos de pessoas com afinidade a determinada categoria e que consomem o tipo de produtos e serviços que estão a avaliar. Avaliámos bancos online, marcas de arroz, cafés em cápsula, centros de reparação automóvel, entre muitas – muitas! – outras categorias.

Depois dos focus groups, cerca de 1500 consumidores classificam os atributos identificados anteriormente e definem o que é “mais” e “extremamente” importante no momento – não há consultores nem comités, tudo é definido pelos consumidores.

Um dos tipos de avaliação mais indicado é o “cliente mistério”, que pode ser presencial ou por telefone. Eu armei-me em agente secreta e fui mesmo aos locais – a uma loja de uma conhecida cadeia de perfumarias e a um supermercado “de proximidade”. Antes, tinha estudado os parâmetros de avaliação para estar atenta durante a experiência e depois, assim que cheguei a casa, preenchi os formulários ainda com as ideias “quentes”, para uma melhor avaliação. Há notas para dar, de 1 a 10, a cada atributo em função da experiência obtida e ainda espaço para deixar sugestões de melhoria.
É desta forma que é encontrada a Escolha do Consumidor. Um processo transparente e credível, razão pela qual é o único a ter a certificação de qualidade ISO 9001.

 

Texto escrito em parceria com a Escolha do Consumidor

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